Enquanto as fantasias e máscaras se confundiam na multidão, a serpentina e o confete enfeitavam com suas cores as calçadas. E as risadas, as cantorias e batucadas enchiam de vida as ruas. Ainda havia resquícios do carnaval na cidade.
À medida que Adele caminhava em direção a praia, o barulho ia ficando mais distante. Só havia o som das ondas chicoteando o ar. Ali ela não seria incomodada.
Quando parou para olhar o mar, notou a presença de um rapaz não muito longe dela. Ele virou-se em sua direção e sorriu.
- Você está fugindo da multidão?
- Parece que não sou a única.
- É verdade.
- O mar estava me chamando, eu não podia recusar o seu convite.
- Acho que ele não vai se importar se tiver mais uma pessoa como companhia.
Os dois em silêncio contemplam a paisagem noturna. Alegre, Adele entra no mar e o convida a se juntar a ela. No entanto, um pouco tonta por causa da bebida, ela tropeça e cai. O jovem, que a observava atentamente, corre em seu socorro.
Uma onda mais forte o desequilibra e faz com que ele caia por cima dela. Ambos rolam pelo chão e começam a rir. Ao tentar levantá-la, ele toca no corpo dela com firmeza, ela finge não notar o movimento, mas os seus olhos não conseguem evitar o olhar intenso que ele transmite.
Num impulso, o rapaz vira-se para o lado dela e a agarra, como um animal ao ver carne. Apesar da resistência inicial da moça, ele beija-a com voracidade. A hesitação dela não demora muito a ceder, que aceita as carícias com volúpia.
Extasiada, a jovem inexperiente se entrega sem reservas aos ardis do lobo, que impaciente pela fome, devora a sua presa com violência. Ela sente uma dor atroz penetrar o seu âmago, como uma flor que é arrancada do asfalto. Uma mutilação e tortura interior.
Adele é iniciada no gesto de amor, enquanto os primeiros raios de sol aparecem no horizonte, iluminando as latas de cervejas e garrafas vazias espalhadas pelo chão.
À medida que Adele caminhava em direção a praia, o barulho ia ficando mais distante. Só havia o som das ondas chicoteando o ar. Ali ela não seria incomodada.
Quando parou para olhar o mar, notou a presença de um rapaz não muito longe dela. Ele virou-se em sua direção e sorriu.
- Você está fugindo da multidão?
- Parece que não sou a única.
- É verdade.
- O mar estava me chamando, eu não podia recusar o seu convite.
- Acho que ele não vai se importar se tiver mais uma pessoa como companhia.
Os dois em silêncio contemplam a paisagem noturna. Alegre, Adele entra no mar e o convida a se juntar a ela. No entanto, um pouco tonta por causa da bebida, ela tropeça e cai. O jovem, que a observava atentamente, corre em seu socorro.
Uma onda mais forte o desequilibra e faz com que ele caia por cima dela. Ambos rolam pelo chão e começam a rir. Ao tentar levantá-la, ele toca no corpo dela com firmeza, ela finge não notar o movimento, mas os seus olhos não conseguem evitar o olhar intenso que ele transmite.
Num impulso, o rapaz vira-se para o lado dela e a agarra, como um animal ao ver carne. Apesar da resistência inicial da moça, ele beija-a com voracidade. A hesitação dela não demora muito a ceder, que aceita as carícias com volúpia.
Extasiada, a jovem inexperiente se entrega sem reservas aos ardis do lobo, que impaciente pela fome, devora a sua presa com violência. Ela sente uma dor atroz penetrar o seu âmago, como uma flor que é arrancada do asfalto. Uma mutilação e tortura interior.
Adele é iniciada no gesto de amor, enquanto os primeiros raios de sol aparecem no horizonte, iluminando as latas de cervejas e garrafas vazias espalhadas pelo chão.